Uns meses atrás, recebi um pedido inusitado: produzir o conteúdo em vídeo de um casamento. Digo inusitado porque:
1) Eu nunca tinha feito um trabalho parecido, nem portfólio para isso eu tinha;
2) O casamento seria a 700 km de distância;
3) O noivo é um dos filmmakers/artistas mais fodas que conheço e tenho o prazer de chamar de amigo.
Era um filmmaker contratando um filmmaker para o seu casamento. O pedido não só era inusitado, mas também de uma responsabilidade tremenda. A régua era alta e o crivo, bem claro.
No processo, fiquei ansioso pela experiência, curioso por estar testando meus limites, grato pela oportunidade e temeroso pela responsabilidade. Encerro esse projeto feliz pelo resultado e por eles terem gostado, mas mais feliz ainda por ter boas lembranças, por ter curtido o processo e pela evolução que ele me proporcionou.
É um retrato visceral, poético e real do que esse processo significa. É um fragmento de vida, com cheiro, som, toque, como uma carta sincera e humana, que não tem a pretensão de ser bonita, mas que vai ser lembrada por uns bons anos porque se preocupou em ser verdadeira.
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